Bom, tenho sim uma coisa pra contar. Ridículo e do tipo "nunca falaria isso pra ninguém", mas não importa, falarei mesmo assim.
Eu sofri bullying na infância.
Eu sofri bullying na infância.
Esta garota nunca foi vítima de bullying.
Explico. Quando fui cursar a 6ª série, tive que mudar de escola, pois a anterior não teria mais o fundamental. Eu ia sair do meu ambiente, no qual tinha estado desde os 4 anos (comecei a estudar com esta idade, pulei logo pro maternal 2. Minha mãe quem mandou hihi) e ir pra um novo. Não tava nem aí, eu era um guri inteligente descolado bonito iria me dar bem, claro.
Não me dei. Primeiro, eu era um cegueta. E não sei porque cargas d'água minha mãe não me levava ao oftalmologista. Eu sentava na primeira cadeira e, mesmo assim, não conseguia enxergar anda no quadro branco. Um dos meus novos "colegas", percebendo a minha cegueira, traçava uma linha imaginária no chão e falava "as cadeiras devem ser postas a partir desta linha, pra ficar organizado", sendo que tal linha era distante do quadro uns 20 metros. Acho que ele fazia isso pra me ver sofrer.
Uma coleguinha sentava sempre atrás de mim. No início pensei, "rá, ela quer colar por mim, nas provas". Que nada. Passava a aula inteira me enchendo, apelidando-me, me cutucando/batendo, me provocando (não no bom sentido, rs). Uma vez, ela amarrou os cordões da minha mochila, o que dificultou um pouco a minha saída da sala de aula, quando a sineta tocou. Que malvada!
Agora pensando, lembro que uma outra também me importunava, mas nem lembro o que ela me fazia. O trauma foi tão grande que devo ter apagado isso involuntariamente da memória. E olha que eu era gente fina, se eles me deixassem mostrar quem eu era, iriam me adorar! [ou não, rs].
Quanto tempo aguentei esse tormento, não sei. Mas sei que tudo chegou ao ápice quando falei tudo pra a minha mãe, sob lágrimas, como nunca havia chorado (nem quando um amigo quebrou o meu brinquedinho preferido que vinha no kinder-ovo, rs). Certamente ela foi falar pra a diretora, que falou com os coleguinhas malvados. No dia seguinte, cheguei cedo na escola, sentei na primeira cadeira (cegueta, rs) e, ansiosamente, esperei os coleguinhas malvados chegarem.
"Vai correndo contar tudo pra a sua mãe, seu leso!". Foi o que a coleguinha me falou, ao passar por mim. Ufa, ao menos ela não me bateu, pensei. Vida de nerd, aqui vou eu.
Não me dei. Primeiro, eu era um cegueta. E não sei porque cargas d'água minha mãe não me levava ao oftalmologista. Eu sentava na primeira cadeira e, mesmo assim, não conseguia enxergar anda no quadro branco. Um dos meus novos "colegas", percebendo a minha cegueira, traçava uma linha imaginária no chão e falava "as cadeiras devem ser postas a partir desta linha, pra ficar organizado", sendo que tal linha era distante do quadro uns 20 metros. Acho que ele fazia isso pra me ver sofrer.
Uma coleguinha sentava sempre atrás de mim. No início pensei, "rá, ela quer colar por mim, nas provas". Que nada. Passava a aula inteira me enchendo, apelidando-me, me cutucando/batendo, me provocando (não no bom sentido, rs). Uma vez, ela amarrou os cordões da minha mochila, o que dificultou um pouco a minha saída da sala de aula, quando a sineta tocou. Que malvada!
Agora pensando, lembro que uma outra também me importunava, mas nem lembro o que ela me fazia. O trauma foi tão grande que devo ter apagado isso involuntariamente da memória. E olha que eu era gente fina, se eles me deixassem mostrar quem eu era, iriam me adorar! [ou não, rs].
Quanto tempo aguentei esse tormento, não sei. Mas sei que tudo chegou ao ápice quando falei tudo pra a minha mãe, sob lágrimas, como nunca havia chorado (nem quando um amigo quebrou o meu brinquedinho preferido que vinha no kinder-ovo, rs). Certamente ela foi falar pra a diretora, que falou com os coleguinhas malvados. No dia seguinte, cheguei cedo na escola, sentei na primeira cadeira (cegueta, rs) e, ansiosamente, esperei os coleguinhas malvados chegarem.
"Vai correndo contar tudo pra a sua mãe, seu leso!". Foi o que a coleguinha me falou, ao passar por mim. Ufa, ao menos ela não me bateu, pensei. Vida de nerd, aqui vou eu.
2 comentários:
... mas tudo bem, lembre-se q "nerd de hoje é o rico de amanhã" e tal... eu sempre falo para minha sobrinha q nunca se preocupe se as 'amiguinhas' dela a ficam zoando pq ela n sai p as 'festas'. Eu falo "no futuro, qdo vc passar pela riachuelo (sem preconceito) vc vai comprar roupas a elas e vai entender onde vão parar as 'descoladas' de hj"... Putz, fui meio dura...
bem, o futuro é coisa pra depois. veremos!
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