segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Pessoas estranhas admiráveis.

Outro dia eu estava no banco, resolvendo problemas na minha conta que não foram criados por mim (!?). Estava lá na fila, esperando pra entrar, pois o horário de atendimento só começa as 11 horas (e aqui abro um parêntese: daonde surgiu esse horário esquisito dos bancos? Não consigo imaginar uma explicação lógica. Se é que existe uma.), quando surgiu uma moça que chamou-me a atenção. Ela não era linda, mas era bonita e aparentava ter uns 27 ou 28 anos. Estava acompanhada de um senhor. Este passou pela porta, depois de falar com o atendente, e ela ficou de fora esperando: o funcionário do banco falou que ela não poderia entrar.

Duas coisas nela me chamaram a atenção: na mão ela levava um copo, daqueles personalizados. Não era aquele negócio de colocar tomar chimarrão, apesar de parecido, era mais algo bem customizado. Quase eu tirei uma foto, mas tinha muita gente na fila reparando em mim, provavelmente porque eu era o primeiro dela, hihi (ou porque eu estava muito sujo de sorvete, pois tinha acabado de tomar um antes de adentrar o banco. Esta opção me parece mais pertubadora). Me chamou atenção porque normalmente as pessoas não saem por aí com copos estranhos. A não ser que estejam no carnaval. Ou estejam querendo chamar a atenção. Ou seja a menina do banco que eu vi.

A outra coisa eram os sapatos dela. Não eram tênis nem sandálias. Não era bota de mulher, era bota de gente que trabalha em lugar que PRECISA usar botas. E ela não parecia precisar usar botas, pelo menos não estava vestida de forma que levasse a crer isso. Estava vestida bem normal, aliás. Sobre outros atributos, não irei descrever. Melhor deixar nas mãos da imaginação de quem ler isso (provavelmente somente eu).


Não sou lésbica. O photoshop me deixou assim.

Enfim, durante todo o tempo em que ela estava lá, esperando o senhor, fiquei observando aquela criatura, tão diferente. E tão chamativa: simplesmente não dava pra parar de olhar pra ela. Não sei se com as outras pessoas da fila aconteceu isso, creio que não. Nem reparei neles. Estava HIPNOTIZADO mesmo (que difícil escrever hipnotizado segurando o shift, rs). Quando ela saiu, que tristeza que me deu. Porque nunca a irei rever. Nunca saberei seu nome. Nem porque ela andava com um copo estranho por aí, hihi.

Daí que chego a conclusão de que eu realmente prefiro as pessoas estranhas. Mas entenda-se: não as estranhas ridículas estranhamente. As estranhas diferentes, que são assim sem perceber. Ou se percebem, não fazem conta disso. Lembro que no ensino médio havia uma garota de uma turma adiante da minha que eu achava linda, a coisa mais perfeita do mundo. E a minha opinião acerca dela não era compartilhada pelos outros caras da sala, com certeza.


Sabonete "alma de flores" é o segredo, risos.

Exemplos para ilustrar estranhas não admiráveis: Lady Gaga? Estranha não legal. Suzane Richthofen? Idem. Debora Brasil? Pior. Juliette Lewis? Assim assim. Kim Deal? Ah, essa é legal (falarei sobre ela num post futuro). É um troço bem subjetivo. O meu conceito de pessoas estranhas apaixonantes muda constantemente, imagino que cada pessoa tenha um conceito bem particular e mutável, também.

Ah, e pra terminar: a menina do banco NÃO olhou pra mim, claro.

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