domingo, 30 de janeiro de 2011

quinta à noite

Na quinta passada, na verdade não nessa, na outra, eu vinha do cursinho (para a residência), à noite, de carona com um amigo, e desci em frente a uma lanchonete (na verdade lá só vende pastel, pelo o que diz a fachada) pra esperar o meu pai vir me buscar. Devia ser umas 11 horas da noite, ou perto disso, e a rua estava meio deserta, a não ser pelas pessoas que comiam. Daí um cachorro de cor amarela e aparentemente sem dono (pelo menos coleira ele não tinha) veio andando na minha direção e, lentamente, deitou-se ao meu lado. Fiquei espantado, era o último ser que eu esperava que se aproximasse de mim (tá, excetuando-se alguma menina fã do big star) e, com medo, fiquei parado. Imóvel mesmo.

Foi aí que ele, docilmente, olhou pra cima, pra mim. Puxa vida, há poucas coisas mais bonitas e tristes do que o olhar de um cão.

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